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Quarta-feira, 8 de Agosto de 2007

Escrita - uma das minhas paixões

    Já não vinha aqui há muito tempo, por isso resolvi passar por aqui hoje.

    Hoje vou falar de uma das paixões, a escrita. Sim, eu escrevo. E guardo para mim, claro. Como passo a vida a dizer, são os meus "livros que jamais serão editados". LOL
    Se escrevem, aconselho vivamente a continuarem. Não façam como eu, que começo a escrever e depois desisto porque acho que está uma porcaria. Continuem a escrever. Quem sabe, um dia, poderão publicar um livro. (Eu ando com duas ideias em mente, já comecei a usá-las, mas não tenho tido tempo para escrever)
    E porque não escreverem como desafio? Eu escrevi durante o meu 10º ano um conto para Português. Foi uma espécie de desafio. Fiquei bastante contente com a nota que tirei.

    Passo a explicar o desafio que me fizeram.Não sei se conhecem o conto "O Tesouro", de Eça de Queirós. É uma das obras de leitura integral que se podem estudar no 9º ano de escolariedade. E a minha professora de Português no meu 10º ano propôs-nos a escrita de um conto, com o mesmo título. Apesar de eu já ter estudado o conto (XD), adorei a ideia. Ou seja, foi um grande incentivo.
Houveram excelentes contos, alguns até maiores do que o pedido (até 3 páginas).
    Porque não tentam responder a um desafio deste género? Falem aos vossos professores de Português. É bastante divertido!

    Deixo aqui o meu texto, se estiverem interessados em ler. Se quiserem saber a nota... Bem... Perguntem-me! XD

O tesouro

Uma leve e doce brisa surgiu do nada, levando consigo o belo aroma do seu cabelo. Surpreendida, a rapariga olhou para o horizonte. O ar, levemente adocicado com o cheiro de maçã, transmitia-lhe uma certa calma e, ao mesmo tempo, uma certa surpresa.

Joana, a jovem rapariga, de pele clara e suave, olhos verdes, tão brilhantes e belos como jades, e cabelo negro como o breu, sentiu-se embalada pela melódica brisa. Ela chamava-a e Joana queria responder ao seu apelo.

Continuou a descer a baixa da cidade, que não se apresentava com a multidão habitual. Era dia de trabalho para muitos.

De repente, viu-a. Viu a borboleta branca que a seguia desde a manhã daquele dia. Esta pousou no seu cabelo, qual acessório, e assim se deixou ficar.

Apesar de se ter apercebido da presença da borboleta, Joana não se incomodou e continuou a andar. Virou na curva seguinte, em direcção à fonte perto de sua casa. Era uma rua calma, aprazível, mas sempre com pouco movimento.

Foi então que o tempo abrandou. Tudo à sua volta parecia lento, até ela mesma. E sentiu o olhar quente da pessoa com quem se cruzava pousado em si. Dirigiu o seu olhar para a sua origem.

Era um rapaz de cabelos claros, alto e tão belo quanto ela. Os seus olhos, de um azul-ciano, não transmitiam a frieza que aparentavam.

O seu coração batia forte, ritmado. O seu estômago gelou e o tempo parou por uns segundos, tão longos que pareciam durar uma eternidade.

Naquele último instante, lançou um último olhar ao rapaz de olhos claros. Será que o veria novamente? Será que voltaria a sentir-se assim?

Assim que ele dobrou a esquina, Joana voltou-se para a frente e continuou a andar, com o seu pensamento longe do mundo. Regressou a casa, onde a sua avó a esperava.

A sua avó vivia longe, na capital, Lisboa. Estava apenas de visita. As saudades que tinha da sua querida neta gritavam, queria vê-la quase desesperadamente. Via-a tão raramente. A neta, sempre a viajar em busca dos tesouros egípcios. Ela, sempre em Lisboa, com uma das suas filhas e o marido e filho desta, na sua grande e antiga casa, bela como no dia em que fora erguida.

Joana entrou em casa, não esperando a visita. Voltara a Portugal por uns dias, sem avisar, com o intuito de relaxar um pouco das escavações.

- Joana! – ouviu chamar uma voz familiar. Reconheceu-a de imediato.

- Avó! – respondeu.

Cumprimentaram-se com ternura, tão forte era a sua relação e a sua saudade.

- Minha Joana, há quanto tempo não te via! As saudades já apertavam. Tive a sorte de a tua mãe me ter avisado do teu regresso – confessava a avó.

A conversa entre as duas revelou-se calorosa, onde contaram uma à outra os acontecimentos mais recentes das suas vidas. Embora o seu pensamento continuasse longe, Joana atentou-se na conversa. Procurou que a sua avó não se apercebesse, mas em vão.

- Joana, Joana, o que se passa? – questionou a avó, em tom de brincadeira.

- Bem, avó… Hoje… Vi alguém… – dizia ela, hesitante. – Que me fez sentir… Diferente, estranha… Foi uma sensação tão única… Tão especial…

- E que querias que durasse durante horas?
- Sim!

- Estou a ver que ele te roubou o coração – concluiu a avó, sorrindo.

Após uma pequena pausa, a senhora acrescentou:

- Estás apaixonada. E, acredita em mim, é a melhor coisa e talvez a mais importante neste mundo!

Joana não compreendeu bem a última frase dita pela avó. E como seria possível estar apaixonada se nem conhecia o rapaz? Era tudo tão confuso.

Dias depois, Joana voltou para as escavações, no Egipto. Era o seu dever como arqueóloga. E era um prazer enorme procurar aquelas antigas relíquias.

Depressa se apercebeu que iria ser mais difícil do que nunca, após aqueles dias de descanso em Portugal.

Cinco anos se haviam passado. E, entretanto, Joana encontrou o seu primeiro tesouro egípcio. Ganhou prestígio, fama e reconhecimento, mas ela sentia há muito que faltava algo. E o prestígio, a fama e o reconhecimento não ocuparam esse vazio dentro de si.

“… É a melhor coisa e talvez a mais importante neste mundo!”, ecoou na sua mente. Então compreendeu que já tinha encontrado o verdadeiro tesouro há muito tempo e não o tinha conseguido aproveitar. Deixara escapar o tesouro? Não. Ainda estava dentro de si!

Joana regressou ao Porto, onde toda a sua família a esperava. Julgavam que ela tinha concretizado o seu sonho.

Felicitaram-na e, apesar de feliz, o seu espírito estava algo apagado.

A avó, presente na festa de boas-vindas da neta, sussurrou-lhe:

- Já percebeste?
A jovem confirmou:

- Mas é muito tarde. Não percebi do que se tratava na altura. E, agora, a minha parte do tesouro ainda está intacta. Embora tema que a outra já não esteja.

- Não, minha filha, nunca é tarde.

Joana desviou o olhar, pensativa. A chama da esperança ainda brilhava, com um brilho ténue, mas que, naquele momento, ficara tão vigoroso como dantes.

Murmurou um agradecimento e saiu a correr, em direcção à rua onde tudo começara. Ele estaria lá? O seu coração batia desenfreadamente só de pensar nisso.

A borboleta branca surgiu, vinda do nada, e pousou no seu cabelo negro, como há cinco anos atrás. Aquele incentivo atiçou ainda mais a chama que ardia no peito de Joana.

Olhou para a rua. Não se encontrava lá ninguém. Estava deserta. A sua esperança esmoreceu. Lançou um último olhar à rua. Trazia-lhe tão boas recordações. Aquele rapaz, aquelas sensações. O seu desejo. O seu amor.

- Ainda não tinha perdido a esperança de te rever – disse uma voz masculina atrás de si.

Voltou-se de repente. O frio na barriga retornou e tudo voltou a ficar mais lento. Aquele olhar carinhoso e quente estava de novo pousado em si. Era ele. O rapaz loiro, de olhos azuis-claros. O seu coração batia mais forte, mais ritmado, só de o ver. Sentia-se mais quente no seu interior só de o ouvir.

- Voltaste – continuou ele.
- Voltei. Para sempre. Para ti.
Dizendo isto, Joana atirou-se aos seus braços.

Afinal, o tesouro ainda estava intacto e pertencia a ambos. O verdadeiro tesouro estava dentro deles. E era aquele a que chamamos de Amor. Mesmo anos depois, continuava lá, vivo como sempre, à espera de um e do outro, à espera do seu encontro. À espera da sua união.

Amor verdadeiro não envelhece.

sinto-me: Happy XD
música: Misery Business - Paramore
publicado por Shibiusa às 14:47
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3 comentários:
De loira incompreendida a 7 de Setembro de 2007 às 16:52
OI...
Encontrei o teu blog por acaso, e gostei muito do que escreves!
Eu própria sou uma "aspirante" a escritora, enfim, plo menos vou tentando!
E se é isso que sonhas mesmo fazer, não desistas!
Beijinhos
De Nuno ^^ a 3 de Fevereiro de 2008 às 23:15
xD

Ola xD

Adorei esta estória já a tinhas postado (e acabaste de cair... clix realmente xD) num fórum.

Adorei e já te disse, tu para escritora davas-lhe muito bem ^^

Espero ver mais num futuro próximo ^^
De Lieenne a 19 de Abril de 2013 às 11:21
Encontrei o teu blog enquanto pracurava anotações e comentarios dos livros que já e que proventura poderei vir a ler e gostei muito do dele. Eu escrevo historias, mas sempre que tenho ideias inovadoras nunca estou perto de papel e lapis ou não tenho tempo. É muito cansativo. Contudo não vou disistir por tão pouco, e aconcelho-te o mesmo querida. Desejo-te sorte.

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